Reforçando o seu compromisso com a sustentabilidade, inovação e a valorização dos recursos florestais, a Mota‑Engil ATIV marcou presença na Expoflorestal – Por uma Floresta Viva, a maior feira ibérica do setor, participando na mesa‑redonda “A bioeconomia no setor florestal: da valorização dos recursos à criação de valor”.
A sessão foi promovida e organizada pelo CoLAB ForestWISE, o laboratório colaborativo que atua como ponte fulcral entre o conhecimento científico produzido na academia e os agentes económicos que operam no terreno.
O debate centrou-se na urgência de desenhar novos modelos de negócio circulares que respondam com eficácia às pressões das alterações climáticas, transformando vulnerabilidades territoriais em ativos económicos viáveis e sustentáveis.
Durante a discussão, a Mota-Engil ATIV desafiou a perspetiva tradicional de gestão florestal ao defender uma abordagem positiva e sustentável do território, demonstrando como a bioeconomia moderna pode converter o capital natural do país num motor de rentabilidade e de fixação de valor nas comunidades locais.
O foco principal da intervenção assentou na apresentação de uma arquitetura integrada de descarbonização que combina Carbono Natural com intervenção direta na paisagem através de projetos de florestação estruturados, gestão de combustíveis e requalificação de áreas ardidas e Carbono Tecnológico focado na aplicação de processos industriais disruptivos e tecnologias avançadas para capturar e imobilizar o carbono de forma ultra-duradoura.


A Mota-Engil ATIV detalhou as metas do projeto agrupado ATIV Carbon, uma iniciativa focada no sequestro de carbono certificado, na melhoria das práticas de silvicultura, na mitigação de riscos, no aumento da resiliência dos ecossistemas florestais e no ordenamento do território.
O anúncio de maior impacto do painel prendeu-se com a construção e implantação de uma nova central de biocharno concelho de Boticas.
Esta infraestrutura industrial representará um marco decisivo na gestão de subprodutos florestais, promovendo a valorização dos “resíduos” florestais através da recolha e processamento da biomassa residual proveniente de ações de limpeza e desmatação da região, reduzindo substancialmente a carga combustível contínua no terreno e mitigando o risco de grandes incêndios.
A tecnologia utilizada de Pirólise permitirá transformar resíduos florestais em biochar, um produto com elevado potencial de sequestro de carbono e benefícios agronómicos, contribuindo para um ciclo produtivo mais sustentável.
A participação da Mota-Engil ATIV na Expoflorestal reflete o cumprimento do seu plano de desenvolvimento estratégico de longo prazo. Ao fundir a capacidade operacional de engenharia com a inovação ecológica aplicada, destaca-se como o parceiro de referência em Portugal para empresas e entidades públicas que procuram cumprir metas rigorosas de neutralidade carbónica (Net-Zero).
A empresa continua a investir em projetos que fortalecem a bioeconomia florestal e que contribuem para uma floresta mais resiliente, produtiva e alinhada com os desafios climáticos atuais.