O encontro reuniu especialistas da Schneider Electric, Mota-Engil ATIV, Savills, TDGI e CBRE, que analisaram o estado atual do parque edificado nacional e apontaram caminhos concretos para acelerar a transição energética no setor imobiliário.
Segundo dados da Associação Zero (2023), cerca de 70% dos edifícios em Portugal não são energeticamente eficientes, uma realidade que afasta o país das metas europeias e reforça a necessidade urgente de modernizar o parque edificado, mobilizando investimento e inovação tecnológica.
Durante o debate, foi salientado que muitos edifícios são antigos e não têm capacidade técnica para responder às exigências atuais da transição energética, sobretudo em edifícios corporativos e hospitais. Augusto Junqueiro, CEO da Mota-Engil ATIV, destacou que a implementação de soluções de eficiência energética é frequentemente complexa e dispendiosa, especialmente em edifícios que não foram preparados para esse fim.
Augusto Junqueiro alertou ainda para a dimensão do desafio que o país enfrenta, reconhecendo a existência de “um problema gigante no parque edificado”, difícil de resolver na sua totalidade do ponto de vista da eficiência energética e dos objetivos de descarbonização”.
Ainda assim, a aposta na eficiência energética, digitalização e sustentabilidade foi apontada como essencial para reduzir consumos, valorizar os imóveis e cumprir os objetivos de descarbonização.


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